O papel do feedback no desenvolvimento empresarial

 

 

 

20151207085838

 

O ambiente universitário é um momento crucial para a formação profissional e intelectual dos estudantes. Diante disso, é essencial que, durante esse período, seja aprimorada a capacidade crítica e autocrítica, visando assim um desenvolvimento de nós mesmos e de nossos companheiros. Tendo isso em mente, a EJFGV permite que haja, cotidianamente, em seu  ambiente de trabalho a possibilidade de desenvolvimento da criticidade para que, então, viabilize o atingimento, por parte dos membros, dos resultados que esperam de si mesmos. Por conseguinte, contamos com uma forte cultura de feedbacks, que variam desde avaliações de desempenho a conversas mais informais.

Os feedbacks estão entre as mais importantes ferramentas de desenvolvimento de um membro e, nos dias de hoje, é inegável o valor que essa prática tem nas organizações. No entanto, uma questão observada frequentemente nessa cultura é que a qualidade do feedback acaba muitas vezes sendo negligenciada pelas empresas de grande porte. As consequências desse descuido podem ser graves, como produzir efeito contrário do desejado, podendo desmotivar o membro.

Em entrevista à Exame, Douglas Stone, professor de direito da Universidade de Harvard, comentou sobre a importância dessa prática, argumentando que seu maior problema, geralmente, está no receptor das críticas. É muito importante compreender como somos vistos em nosso ambiente empresarial, uma vez que nossa imagem influencia na formação de nosso caráter sob a perspectiva de outras pessoas. Muitas vezes o receptor considera o ato como uma crítica não construtiva, ou como um ataque pessoal, porém não percebe que o verdadeiro motivo da conversa é desenvolver o seu próprio crescimento. Vale ressaltar que os membros precisam estar sempre abertos às críticas, pois é difícil perceber falhas em seu próprio agir.

Tendo em vista essa dificuldade de receber o retorno de seus colegas, um bom feedback é preciso e explícito, porém acompanhado do reconhecimento dos pontos positivos da pessoa, assim como de encorajamento e suporte para que ele seja internalizado e o membro seja capaz de elaborar estratégias para desenvolver as fragilidades apontadas. Deve-se sempre lembrar que não estamos fazendo uma crítica infundada, mas sim buscando auxiliar e melhorar o ambiente e o desempenho do outro.

À quem passa um feedback adequado, ressalta-se que o mesmo deve ser honesto, porém não destrutivo, capaz de gerar mudanças efetivas, que sejam realmente úteis e motivadoras ao seu parceiro. Ademais, é essencial que seja sempre acompanhado em follow-up, com suporte para sanar o ponto a desenvolver. Encontra-se, então a necessidade de um líder com caráter de coach, responsável pelo acompanhamento constante dos membros e de seu esforço para se autodesenvolver.

Estar ciente dos pontos a desenvolver de todos os integrantes da empresa é muito importante, dessa forma, a cultura de feedbacks se torna essencial para o desenvolvimento pessoal. Pelo fato de ser inviável gerir e observar toda a equipe, entre as principais metodologias para um feedback mais eficiente podemos citar as dinâmicas em grupo, pois diluem a responsabilidade do gestor em fornecer feedbacks para toda a equipe de trabalho. Também utilizamos em nossa empresa a “Janela de Johari”, criada por Joseph Luft e Harrington Ingham em 1955. Nessa, são apresentados os pontos positivos e a desenvolver de cada pessoa, inclusive referentes a si mesmo, categorizando os pontos entre a área cega (pontos apontados por outras pessoas e que a própria pessoa não conhece), a área oculta (apenas a própria pessoa conhece) e área aberta (aquela que todos reconhecem).

Percebe-se então que essa cultura, se fomentada constantemente ao longo do tempo, torna-se paulatinamente mais forte e eficaz, melhorando com uma prática simples não só o rendimento empresarial, mas também a formação e maturidade de toda a empresa. Dessa forma, é possível, seguir com a nossa missão, promovendo maiores mudanças positivas em nossos principais stakeholders.

  • 7 de dezembro de 2015
  • | Categorias: Gestão