Business Model Canvas: a maneira eficiente para análise de empresas

textoComeçar um novo empreendimento pode ser um desafio e tanto, dado toda a burocracia enfrentada pelos empreendedores no Brasil. No entanto, todo esse esforço é compensado quando é alcançada a emancipação financeira – objetivo da maioria dos empresários brasileiros -, tendo isso em vista, é de suma importância para a abertura de um novo negócio a realização de seu planejamento, ou seja, a definição de uma estratégia da futura organização.

Traçar seu propósito – o que será oferecido ao mercado, qual o segmento que será atendido, as atividades que serão exercidas, os parceiros chaves para sua realização, o canal que será utilizado para a comunicação com os futuros consumidores, a estrutura de custos que será adotada, as fontes de receita e quais os recursos chaves para a concretização do negócio pode ser o primeiro passo para a busca desse feito.

Para tanto, há uma metodologia chamada Business Model Canvas, utilizada não somente pela Empresa Júnior FGV, ou pelo grande contingente de empreendedores em nosso país (o Brasil é o líder mundial no ranking de empreendedorismo), mas também amplamente aplicada por empresas já estabelecidas no mercado, pois, apesar do que rege no senso comum, a ferramenta é usada para obter um panorama interno de sua empresa, sendo ela nova ou não. Desta forma, o empresário obtém, de modo rápido e prático, uma big picture das informações chave do seu negócio, podendo assim compreendê-lo melhor e até mesmo tomar decisões estratégicas devido a melhor visualização de sua empresa naquele momento. A seguir, tem-se uma breve explicação de como se faz um Business Model Canvas.

A Ferramenta

O Business Model Canvas descreve a forma como uma organização cria, comunica e entrega valor. É formado por nove blocos, sendo fundamental que estes sejam coerentes entre si.

Consumidores: Uma organização serve a um ou mais segmentos de clientes. Segmentos são agrupamentos de consumidores com necessidades semelhantes. Para melhor satisfazer o cliente, a empresa deve focar seus esforços, escolhendo precisamente quais atender e quais ignorar. O segmento deve ser escolhido para que o modelo de negócios seja desenhado de forma a melhor atender as necessidades desses clientes. Os segmentos serão distintos se os clientes forem alcançados por diferentes canais, requererem diferentes tipos de relacionamento, e estarem dispostos a pagar por diferentes aspectos da oferta, etc.  

Proposta de Valor: O negócio busca resolver os problemas dos clientes e satisfazer a necessidade desses com propostas de valor. É o motivo pelo qual clientes recorrem a uma empresa e não à outra, ou seja, o agregado dos benefícios que uma empresa oferece.

Canais: Descreve como a empresa se comunica e atinge o segmento de mercado para entregar uma proposição de valor. Os canais de distribuição, comunicação e vendas compreendem a interface da organização com o cliente, em todos os estágios do processo de compra, sendo estes:

Relacionamento com o cliente: Descreve o tipo de relacionamento entre a empresa e seu(s) segmento(s) de mercado. A empresa deve deixar claro qual tipo de relacionamento quer ter com seus clientes, que variam de pessoal a automatizado. As motivações para o relacionamento podem ser aquisição pelo cliente, retenção do cliente ou aumentar o nível de vendas.

Estrutura de Receita: Representa o dinheiro que a empresa gera de cada segmento de consumidores (os custos devem ser subtraídos da receita para criar lucro). Enquanto os clientes são o coração do negócio, a receita são as artérias. Fundamentalmente, o modelo pode envolver duas fontes de receita: retornos de transações envolvendo clientes pontuais ou retornos recorrentes advindos de pagamentos para entregar uma proposta de valor ou promover suporte pós-compra ao cliente.

Recursos Chave: Descreve os ativos mais importantes para fazer o negócio funcionar. Os recursos permitem à empresa criar e oferecer propostas de valor, alcançar mercados e manter relacionamentos com segmentos de mercado. Tais recursos podem ser físicos, intelectuais, financeiros ou humanos.

Atividades Chave: Retrata as principais atividades que uma empresa deve executar para fazer o modelo de negócios funcionar.

Parceiros Chave: Descreve a rede de fornecedores e parceiros que faz com que o negócio funcione. Algumas empresas criam alianças para fortalecer o modelo de negócios, reduzir riscos ou adquirir recursos. As parcerias podem ocorrer entre não-competidores, competidores, joint ventures para desenvolver novos negócios ou entre fornecedores e compradores para garantir fornecimentos confiáveis.

Estrutura de Custo: Inclui todos os custos para operar o modelo de negócios. A criação e desenvolvimento de valor, manutenção do relacionamento com clientes e geração de receita incorrem em custos. Alguns modelos de negócios são baseados em estruturas de custo e outros, em estruturas de valor. Nos primeiros, o foco é em reduzir custos sempre que possível, utilizando propostas de valor baratas, máxima automação e muita terceirização. Os últimos focam em criação de valor Premium, utilizando-se sobretudo de serviços personalizados.

Após a compreensão do Business Model Canvas, é possível perceber que essa metodologia proporciona uma visão do panorama interno da empresa, tornando-se dessa forma, não apenas uma ferramenta importante para o futuro novo negócio, mas também para empresas já existentes.

Compreendendo a necessidade das empresas por uma visão geral do negócio, a EJFGV utiliza esses nove blocos do modelo de negócio para entendimento e imersão das companhias, também sendo o primeiro passo de projetos de Business Plan para nossos clientes que procuram abrir um novo empreendimento.