O papel chave de um bom processo seletivo para a sua empresa

12

Diante da grande competitividade do mercado atual, as organizações visam atingir resultados cada vez melhores e, os responsáveis por gerar esses resultados são, sobretudo, as pessoas. Evidencia-se, assim, a importância das pessoas para o desenvolvimento de uma organização, que já vem mostrando uma tendência de valorização e investimento em iniciativas ligadas à entrada e gestão dos membros nas empresas. Em uma pesquisa feita pelo The Business Case for Corporate Citizenship (Arthur D. Little, 2002), o valor das companhias, relacionado aos intangíveis, do qual o capital humano tem grande expressividade, cresceu de 17% em 1981 para 71% em 1998. Mas como encontrar esses grandes talentos?

Para ser um bom funcionário não basta ter um currículo brilhante, isso já virou praticamente um pré-requisito. Recentemente, as empresas têm buscado métodos mais eficientes de identificar as melhores pessoas para potencializar os resultados da empresa. Assim, o grande desafio é estruturar um recrutamento capaz de captar as pessoas com os mesmos valores da organização. Para isso, é necessário ter instrumentos capazes de extrair as informações sobre o perfil dos candidatos, abrangendo tanto seus hard e soft skills, permitindo assim, encontrar os perfis desejados.

Pensando justamente em uma melhor seleção, é muito importante ter claro quais as competências os candidatos devem demonstrar para que tenham um perfil compatível. Algumas das competências mais buscadas pelas empresas em geral são: comprometimento, trabalho em equipe, liderança, capacidade de solução de problemas, flexibilidade e criatividade. Com isso, provas lógicas e de conhecimentos específicos, dinâmicas de grupo, provas situacionais, desafios e entrevistas devem ser elaborados para identificar e analisar cada uma dessas competências da forma mais realista possível. Um exemplo de dinâmica que consegue verificar uma parte significativa dessas competências é um jogo empresarial, que incentiva o candidato a lidar com diferentes situações em uma equipe e a desempenhar diferentes habilidades, como a de liderar uma equipe, pensar estrategicamente e a trabalhar sobre pressão.

Sendo assim, além de ser importante levar em conta o histórico profissional dos candidatos, não se pode relevar fatores pessoais e de suas histórias de vida, que são essenciais para a consolidação de características fundamentais de cada pessoa. Características, as quais, moldam a conduta da vida pessoal e portanto, atuam diretamente no ambiente profissional. Não se pode também ater-se apenas ao que é exposto pelo candidato, devendo haver observação de comportamentos e postura de cada um, além da confirmação por exemplos vividos de cada característica alegada.

Na Empresa Júnior FGV, é feito um processo seletivo no começo de todo semestre para captação de novos membros. São cerca de 260 candidatos iniciais que passam por 3 etapas: prova lógica, dinâmica de grupo e entrevista, sendo selecionados os 20 perfis mais compatíveis. Para garantir que as demandas da empresa sejam cumpridas com assertividade e profissionalismo, e que as mesmas se reflitam nos novos membros, contamos, há mais de 10 anos, com o auxílio nesse processo da nossa parceira MBA Empresarial. Ela nos fornece tanto treinamentos para tornar nossa equipe apta a avaliar pessoas, desde a definição do perfil que mais adequa-se as necessidades da empresa, até simulações para ajudar a equipe a identificar os perfis que a organização precisa para serem os próximos responsáveis pelo futuro da empresa.

  • 26 de Fevereiro de 2016
  • | Categorias: Gestão