Os jogos olímpicos estão chegando, assim como novas oportunidades para PMEs

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Discutiu-se muito a respeito dos efeitos econômicos de sediar uma Olimpíada, no Brasil, especialmente no contexto de profunda crise politico-econômica que o país enfrenta atualmente. Com as obras finalizadas e a menos de 20 dias para a abertura dos jogos resta ao povo brasileiro se preparar para fazer o seu melhor, assim buscando colher frutos positivos desses jogos olímpicos, e não em forma de medalhas. Assim como a Copa do Mundo, as Olimpíadas têm o potencial para estimularem tanto a economia nacional quanto as pequenas e médias empresas que atuam no Brasil.

De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, 30 bilhões de reais foram injetados na economia do país no período de Copa do Mundo. Ademais, o aumento no setor turístico devido ao megaevento movimentou o pequeno comércio, a hotelaria e o setor gastronômico. Também, durante o período da Copa, mais de 2.300 empresários do exterior vieram para o Brasil e fecharam acordos, os quais são estimados em U$6 bilhões. Isso foi possível devido a grande notoriedade do Brasil no cenário internacional. Tal fato também pode ser observado após a realização da Copa do Mundo de 2010 pela África do Sul, que assim como o Brasil, teve a oportunidade de aparecer perante a comunidade política internacional e atraiu, portanto, os olhares dos investidores estrangeiros.

Além disso, o legado deixado pelos jogos olímpicos também foi bastante positivo para algumas das cidades que serviram de sede, em edições anteriores, trazendo resultados não só concretos como também duradouros. Por um lado, as Olimpíadas de Los Angeles (1984), Barcelona (1992) e Atlanta (1996) são apontadas como os exemplos mais bem-sucedidos das últimas décadas. Por outro, as Olimpíadas de Atenas (2004) são o principal contraexemplo disso. Em Barcelona, os altos investimentos foram compensados com uma projeção turística internacional que perdura até os dias do hoje. Assim, mantendo a economia movimentada da cidade independentemente da profunda crise, a qual atingiu o país espanhol no passado. Caso o evento seja um sucesso, observa-se que esse tipo de efeito, a longo prazo, pode também ocorrer no Brasil.

Assim como as cidades-sede, os empresários de pequenas e médias empresas também poderão se beneficiar com o acontecimento das Olimpíadas em solo brasileiro, através, por exemplo, da internet. Isso está relacionado ao fato de que eventos esportivos de grande porte, como os jogos olímpicos, causam comoção no público, não importando a faixa etária ou até mesmo classe social. Além disso, também gera um furor online, o qual pode ser utilizado como ferramenta estratégica de publicidade e marketing até para empresas instaladas fora das cidades-sede do evento. Para mais, não só associar a sua marca a elementos referentes aos jogos olímpicos, mas também se apropriar de ferramentas midiáticas, como trending topics e hashtags, e assim realizar postagens em redes sociais pode ser muito efetivo, tendo a possibilidade de aumentar consideravelmente a visibilidade dessas empresas durante a época.

Portanto, conclui-se que sediar a primeira Olimpíada em um país latino americano trará benefícios econômicos e sociais tanto para o primeiro setor quanto para o privado, o que inclui as empresas de pequeno e médio porte. Sendo assim, espera-se o retorno positivo expressivo a longo prazo.