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Estratégias de investimento: entenda qual abordagem é melhor para você

Por definição, investimento é todo capital aplicado visando retorno a prazo, ou seja, prevendo um rendimento futuro, normalmente incerto. Essas ações são necessárias tanto para startups, como é o caso do investimento inicial, quanto para empresas já consolidadas que buscam crescimento

É comum, no entanto, não ter certeza de qual estratégia é a melhor para determinado empreendimento, ou por onde começar a procurar investidores. Contudo, é importante compreender bem seus objetivos e possibilidades, uma vez que investimentos errados podem acabar em prejuízo. 

Por isso, vamos conversar sobre os conceitos iniciais, pré-requisitos e estratégias fundamentais para começar a investir. Para tirar suas dúvidas, continue lendo o artigo. 

ABC do investimento

Para entender como investir na prática, é importante que estejamos familiarizados com alguns conceitos básicos. Os produtos financeiros, por exemplo, se dividem em dois tipos: 

  • Renda fixa: É um tipo de investimento que possui regras muito claras em sua construção, como prazos bem definidos e cálculos claros para a remuneração do investidor.

Um exemplo é o tesouro direto, programa da Secretaria do Tesouro Nacional que busca democratizar a compra e venda de títulos federais por pessoas físicas.

  • Renda variável: É uma forma menos previsível de investir. Nela, o rendimento é dimensionado à medida que acontece e de acordo com as variações do mercado, assim como funciona a bolsa de valores.

Além disso, é importante observar que um investimento funciona com base em previsões. Dessa forma, são contempladas três variáveis principais:

  • Rendimento esperado: expectativa de retorno;
  • Risco aceito: qual a probabilidade dessa expectativa ser correspondida;
  • Horizonte temporal: em quanto tempo os lucros são esperados.

Investimento inicial

O investimento inicial é o montante total necessário para que os planos de um negócio saiam do papel. Para isso, é preciso levar em conta todos os gastos necessários, sejam eles permanentes ou iniciais, bem como as previsões para o funcionamento dessa empresa. 

Nesse caso, é sempre válido listar ou organizar em uma planilha todos os dados que contemplem o investimento total do seu negócio. Para isso, podemos dividi-los em três categorias:

  • Investimentos fixos: correspondem à infraestrutura necessária para o início das atividades, como maquinário, estoque, móveis, veículos, equipamentos, etc;
  • Investimentos pré-operacionais: correspondem aos custos das ações necessárias para colocar as atividades em prática, como marketing, treinamento, registro, aquisição de sistemas, contabilidade, etc;
  • Capital de giro: corresponde a uma estimativa de valores mensais necessários para manter o funcionamento do seu negócio, como salários, contas, impostos, fornecedores, etc.

Para entender exatamente quais aspectos considerar e quais valores serão levados em conta, é necessário fazer um plano de negócios, contemplando as expectativas e buscando o melhor caminho para chegar ao seu objetivo.

Essa organização é fundamental porque, embora um investimento pareça muito atrativo de início, certas variáveis podem passar despercebidas e gerar um prejuízo sério no futuro. Isso foi prevenido, por exemplo, com um cliente da EJFGV, que evitou um prejuízo milionário na compra de uma fazenda de café.

Como definir o investimento ideal?

Se sua empresa já passou da fase inicial e busca crescimento, também é importante definir qual estratégia é ideal para o seu caso. Para isso, existem alguns fatores a serem considerados:

Objetivo

Quando destinamos um valor poupado para investimentos, é preciso selecionar de qual forma ele será usado. Para isso, você deve definir seus objetivos de crescimento, assim como elencar a importância de cada um.

Dessa forma, se tornará mais fácil entender quanto dinheiro deve ser aplicado em cada campo, ou se algum investimento deve ser priorizado em detrimento de outro.

Horizonte de aplicação

Como já definimos anteriormente, o horizonte de aplicação é o tempo em que a quantia poderá permanecer aplicada. A definição desse período pode influenciar tanto no rendimento quanto na tributação.

Perfil de risco

Para investir, um princípio importante é o de que, quanto maior a rentabilidade, maior o risco a ser analisado. É necessário estar ciente das médias do mercado e da possibilidade de eventuais perdas. 

Nesse caso, é possível orientar-se de acordo com o perfil de seus produtos:

  • Alto risco: Buscam otimizar ganhos a longo prazo;
  • Médio risco: Buscam otimizar ganhos a médio prazo;
  • Baixo risco: Buscam manter uma reserva de emergência ou a segurança do capital utilizado a curto prazo.

A proporção de cada produto tende a ser decidida de acordo com o perfil do investidor, que pode ser:

  • Agressivo: Tende a privilegiar a rentabilidade e selecionar mais ativos de alto risco;
  • Moderado: Busca equilibrar segurança e rentabilidade, tendendo a selecionar mais ativo de alto e médio risco;
  • Conservador: Prioriza a segurança em detrimento da rentabilidade, selecionando mais ativos de baixo risco.

Precauções

Uma vez que os riscos foram analisados, é importante se atentar às medidas de prevenção, que garantem a segurança antes e durante o investimento, tais como:

  • Registro na CVM;
  • Entendimento dos riscos e das estratégias do administrador;
  • Pesquisa das instituições e pessoas envolvidas;
  • Entendimento dos custos incidentes;
  • Compreensão do regulamento/prospecto.

Combinando prazos e estratégias de investimento

Boa parte dos riscos de um investimento são definidos de acordo com os prazos previstos para eles. 

Um investimento de alguns meses, por exemplo, não deixa tempo para recuperação. Por isso, talvez seja mais interessante uma aplicação a curto prazo e de baixo risco.

Já no caso da compra de um imóvel, exige um investimento a longo prazo – com maior rentabilidade – e um montante maior.  Consequentemente, acompanhamento constante, uma vez que a expectativa de resgate está mais distante.

Além disso, existem os casos de formação de poupança para utilização futura, com objetivos e prazos indefinidos. Para eles, uma boa opção é diversificar as aplicações, uma vez que diferentes rentabilidades e prazos possibilitam que uma reserva esteja sempre disponível, além de permitir a compensação de perdas e maximizar os lucros. 

E agora? Vamos à prática?

Agora que você entendeu a base do mundo dos investimentos, já está na hora de colocar em prática. Mas nós sabemos que isso pode ser um pouco complicado sem uma orientação, certo?

Para isso, os membros da EJFGV estão capacitados para te oferecer consultorias e soluções em planos de negócio. Para saber mais, clique aqui.

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