5 impactos da inteligência artificial nos negócios em 2026

A implementação de ferramentas de inteligência artificial (IA) nos negócios se tornou um dos principais temas estratégicos da economia global.

Relatórios recentes da International Monetary Fund (IMF) indicam que a IA pode impactar quase 40% dos empregos no mundo, alterando estruturas produtivas, cadeias de valor e modelos de gestão em diferentes níveis de desenvolvimento econômico.

Ao mesmo tempo, projeções da PwC estimam que a inteligência artificial poderá adicionar até US$ 15,7 trilhões, cerca de R$ 82 trilhões,  à economia global até 2030. Isso representa uma das maiores forças de geração de valor da história recente.

Assim, esse cenário coloca a IA no centro das estratégias corporativas de crescimento e competitividade.

No ambiente empresarial, a IA já deixou de ser uma tecnologia experimental para se tornar infraestrutura crítica.

Segundo a McKinsey & Company, empresas que adotam IA em escala apresentam maior probabilidade de crescimento acima da média do setor, especialmente quando combinam automação, análise de dados e inovação de produtos.

No Brasil, a transformação também é evidente. 

A Associação Brasileira das Empresas de Software aponta crescimento contínuo do mercado de tecnologia da informação, com expansão significativa em soluções baseadas em inteligência artificial sobre o agronegócio, finanças e varejo.

Além da dimensão econômica, a IA também redefine governança e regulação.

Organizações multilaterais como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico têm publicado diretrizes para o uso responsável da tecnologia.

Então, o foco tem sido em transparência, responsabilidade e segurança como pilares fundamentais.

A convergência entre computação em nuvem, big data e modelos generativos também acelerou o ritmo da adoção empresarial.

Além disso, dados do relatório AI Index da Universidade de Stanford mostram o crescimento de investimentos privados em IA, com destaque para modelos de larga escala aplicados a processos corporativos.

Diante desse contexto, compreender os impactos da inteligência artificial nos negócios em 2026 não é apenas uma análise tecnológica, mas estratégica.

Confira, então, os tópicos que a EJFGV irá abordar neste texto:

  • O que é a inteligência artificial?
  • IA nas empresas nacionais e internacionais
  • 5 impactos da inteligência artificial nos negócios em 2026
  • IA é realmente necessária?

Assim, a EJFGV deseja a você, leitor, um excelente estudo a partir deste artigo.

O que é a inteligência artificial?

A inteligência artificial é um campo da ciência da computação dedicado ao desenvolvimento de sistemas capazes de executar tarefas que normalmente exigiriam inteligência humana.

Essas tarefas incluem reconhecimento de padrões, processamento de linguagem natural, previsão estatística e tomada de decisão automatizada.

A base técnica da IA envolve algoritmos que aprendem a partir de dados, ajustando os seus parâmetros para melhorar o desempenho ao longo do tempo.

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), sistemas de IA são aqueles que, para um conjunto de objetivos definidos por humanos, conseguem fazer previsões, recomendações ou decisões que influenciam ambientes reais ou virtuais.

Essa definição reforça que a IA não é apenas automação simples, mas um sistema orientado por metas e sustentado por dados.

Já a UNESCO destaca que a IA combina grandes volumes de dados, poder computacional e modelos matemáticos avançados para simular capacidades cognitivas. Isso inclui aprendizado supervisionado, não supervisionado e por reforço, cada qual aplicado a problemas distintos no ambiente corporativo e científico.

Além disso, o avanço recente da IA generativa, impulsionado por modelos de larga escala, ampliou significativamente o alcance da tecnologia.

Segundo a Stanford University, no relatório AI Index 2025, houve crescimento exponencial no número de modelos de linguagem de grande porte treinados globalmente desde 2022, com aumento expressivo de investimento privado no setor.

Infraestrutura

A infraestrutura tecnológica que sustenta a IA inclui computação em nuvem, chips especializados e armazenamento massivo de dados.

Relatórios da NVIDIA mostram que a demanda por GPUs voltadas para treinamento de IA cresceu de forma acelerada entre 2023 e 2025, o que reflete a expansão do uso corporativo da tecnologia.

Além disso, a IA está profundamente conectada à transformação digital. Segundo o World Economic Forum, a inteligência artificial tornou-se um dos principais vetores da chamada Quarta Revolução Industrial, ao lado de computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT) e biotecnologia.

Este ano, portanto, a IA não é apenas uma ferramenta isolada, mas uma infraestrutura estratégica.

Empresas a utilizam para análise preditiva, automação inteligente e personalização em escala, o que consolida o seu papel como motor central da competitividade empresarial contemporânea.

IA nas empresas nacionais e internacionais

A adoção da inteligência artificial nas empresas deixou de ser tendência e tornou-se prática consolidada.

Segundo a McKinsey & Company, 55% das organizações globais já utilizavam IA em pelo menos uma função corporativa até 2024, número superior ao observado em 2021.

Esse crescimento foi impulsionado pela maturidade dos modelos generativos e pela redução de custos de infraestrutura em nuvem.

O investimento corporativo acompanha essa expansão.

A International Data Corporation projeta que os gastos mundiais com soluções de IA superarão US$ 500 bilhões, aproximadamente R$ 2,6 trilhões, antes do fim da década, com crescimento anual consistente.

Nesse sentido, os setores financeiro, manufatureiro e varejista concentram parte significativa desses aportes.

Da América do Norte ao velho continente 

Nos Estados Unidos e na Europa, empresas utilizam IA para automação de processos, análise de risco e personalização de serviços.

Para se ter ideia, relatório da Gartner indica que a IA generativa está entre as três principais prioridades estratégicas dos CEOs globais em 2026, superando investimentos em blockchain e metaverso.

Crescimento oriental 

Já na Ásia, especialmente na China, o avanço é estrutural.

Dados do World Economic Forum mostram que o país lidera registros de patentes em IA e investimentos públicos no setor. O cenário fortalece a integração entre indústria, governo e pesquisa tecnológica.

Avanço no território nacional 

No Brasil, a transformação também é evidente.

A Associação Brasileira das Empresas de Software aponta crescimento consistente no mercado nacional de software, com destaque para soluções baseadas em análise de dados e automação inteligente.

Além disso, o setor financeiro brasileiro é um dos mais avançados na aplicação prática de IA.

Estudo da Fundação Getulio Vargas revela que empresas brasileiras ampliaram investimentos em transformação digital após 2023, priorizando ferramentas de análise preditiva e automação operacional.

Esse movimento é especialmente forte em grandes bancos, varejistas e empresas de energia.

Além das grandes corporações, pequenas e médias empresas passaram a utilizar IA por meio de soluções SaaS acessíveis.

Relatórios da OECD indicam que a democratização da computação em nuvem reduziu barreiras de entrada, permitindo adoção crescente da IA em economias emergentes.

5 impactos da inteligência artificial nos negócios em 2026

1. Aumento da produtividade operacional

A produtividade é um dos impactos mais mensuráveis da inteligência artificial nos negócios em 2026. 

Pesquisa da Boston Consulting Group aponta que empresas que utilizam IA em larga escala registram aumento significativo de eficiência em tarefas administrativas e analíticas.

Ferramentas de automação de processos robóticos (RPA) combinadas com IA reduzem o tempo de execução de tarefas repetitivas. 

Isso permite realocar equipes para funções estratégicas e criativas, aumentando o valor agregado da força de trabalho.

Segundo a McKinsey & Company, organizações que integram IA a fluxos de trabalho críticos apresentam crescimento superior de receita em comparação às que não utilizam a tecnologia de forma estruturada.

Na indústria, sensores inteligentes e manutenção preditiva diminuem paradas inesperadas. Relatórios da International Energy Agency mostram que a análise preditiva baseada em IA reduz custos operacionais em setores intensivos em capital.

No setor logístico, algoritmos otimizam rotas e estoques com base em dados históricos e variáveis externas. Esse uso diminui desperdícios e melhora prazos de entrega, o que eleva a competitividade.

A automação inteligente também reduz erros humanos em processos regulatórios e financeiros. Isso melhora a conformidade e reduz penalidades legais.

2. Transformação do mercado de trabalho

A IA transforma profundamente o mercado de trabalho corporativo.

O relatório Future of Jobs da World Economic Forum projeta que milhões de empregos serão impactados até 2027, com substituição parcial de funções repetitivas.

Ao mesmo tempo, novas profissões surgem nas áreas de ciência de dados, engenharia de IA e governança algorítmica. Essa dinâmica evidencia que o impacto é de reconfiguração, não apenas de eliminação de postos.

Segundo o International Monetary Fund, economias avançadas sentirão impactos mais imediatos, pois concentram maior proporção de empregos baseados em conhecimento.

Empresas passarão a investir fortemente em requalificação profissional. Programas internos de capacitação em IA tornaram-se estratégia de retenção e adaptação da força de trabalho.

Além das habilidades técnicas, cresce a demanda por competências analíticas e estratégicas. A interação humano-máquina exige profissionais capazes de supervisionar sistemas automatizados.

Nesse sentido, organizações multilaterais defendem políticas públicas para garantir uma transição justa. A OECD, por exemplo, recomenda investimento em educação digital e proteção social adaptada ao novo cenário.

3. Tomada de decisão baseada em dados

A inteligência artificial amplia a capacidade de análise estratégica. Modelos avançados processam grandes volumes de dados estruturados e não estruturados em tempo real.

Segundo pesquisa da Harvard Business School, empresas orientadas por dados apresentam desempenho financeiro superior às que baseiam decisões apenas em intuição.

Sistemas preditivos ajudam a antecipar variações de mercado, mudanças de demanda e riscos financeiros. Isso permite ajustes estratégicos rápidos.

No setor financeiro, a IA é usada para modelagem de risco e detecção de fraudes com alta precisão estatística.

Empresas de varejo aplicam IA para a precificação dinâmica com base em comportamento de consumo.

Ferramentas analíticas também apoiam decisões em recursos humanos, como retenção e planejamento de talentos.

Sendo assim, a tomada de decisão baseada em IA reduz incerteza e melhora a governança corporativa.

4. Personalização em escala

A personalização tornou-se um eixo central de competitividade.

Algoritmos analisam preferências individuais para oferecer experiências customizadas. Relatório da Accenture aponta que consumidores tendem a comprar mais de marcas que oferecem interações personalizadas.

Plataformas digitais utilizam IA para recomendar produtos e conteúdos de forma automatizada. No setor bancário, ofertas financeiras são ajustadas ao perfil de risco individual.

No marketing, campanhas orientadas por IA apresentam maior taxa de conversão. A personalização também melhora retenção de clientes e fidelização

5. Redução de custos e expansão econômica

A automação reduz despesas administrativas e operacionais. Processos contábeis e jurídicos tendem a se tornar mais eficientes. 

Empresas que utilizam IA em planejamento financeiro melhoram a previsibilidade de fluxo de caixa. Na indústria, manutenção preditiva reduz custos com falhas inesperadas.

Nesse sentido, no setor energético, a otimização baseada em IA diminui desperdício. A integração de IA a estratégias financeiras fortalece a sustentabilidade no mundo corporativo.

Portanto, este ano, a redução de custos combinada ao crescimento de receita consolida os sistemas inteligentes como investimento estratégico certeiro.

IA é realmente necessária?

A partir dos dados projetados, não resta dúvida de que a implementação das inteligências artificiais nas empresas, sejam nacionais ou internacionais, integra planejamentos estratégicos a curto, médio e longo prazos.

No entanto, a transformação digital das corporações tende a exigir assessoria e consultoria externas, tendo em vista a complexidade dos sistemas e a necessidade de diagnósticos e estudos pré-aplicação.

Decisões mal tomadas e pouco estratégicas podem desperdiçar economia e tempo, além de gerar ruídos internos e externos na imagem da organização. Assim, a integração da IA nos processos produtivos precisa ser bem pensada antecipadamente.

Os consumidores estão cada vez mais exigentes e atentos às experiências on-line, ainda mais em um cenário digital tão competitivo. Empreendedores que deixam as novidades para depois acabam ficando para trás. 

As consultorias da EJFGV podem auxiliá-lo neste momento de intensa transformação digital no mercado.

Sendo assim, entre em contato conosco e redirecione o seu negócio para o sucesso. Estamos à sua espera!

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