O avanço acelerado do e-commerce transformou profundamente o varejo mundial nos últimos anos. No Brasil, por exemplo, o crescimento das compras on-line mudou hábitos de consumo, o que pressionou lojistas físicos a repensarem os seus modelos de negócio.
De acordo com a Nuvemshop, o e-commerce brasileiro movimentou cerca de R$ 235 bilhões em 2025, mantendo oito anos consecutivos de crescimento.
Além disso, dados recentes mostram que o consumidor brasileiro está cada vez mais conectado. Pesquisa E-Commerce Trends 2026 aponta que 78% das compras on-line já são concluídas pelo próprio celular.
Esse cenário gerou previsões sobre o possível desaparecimento das lojas físicas ao redor de todo o mundo. No entanto, o comportamento do consumidor revela uma realidade ainda mais complexa e híbrida.
Mesmo com o crescimento do digital, empresas tradicionais continuam investindo em espaços presenciais. O varejista Magazine Luiza, por exemplo, anunciou em 2026 a retomada da abertura de lojas físicas após anos priorizando o e-commerce.
Outro ponto relevante é a busca por experiência. Consumidores valorizam a conveniência digital, mas ainda consideram importantes fatores como atendimento, experimentação e retirada imediata.
Setores que concentram os pontos comerciais físicos
Além disso, setores específicos continuam altamente dependentes da presença física, sobretudo os de alimentação, moda e serviços. No Brasil, o varejo físico também possui papel social e urbano relevante, especialmente em cidades pequenas e médias.
Tais dados revelam que o debate não se resume mais em “loja física versus e-commerce”, porém lançam a dúvida de como integrar os modelos de uma maneira eficiente.
Sendo assim, entender o futuro das lojas físicas se tornou essencial para as empresas que desejam manter a sua competitividade neste novo cenário do varejo e atacado.
Confira quais temas foram selecionados pela EJFGV para serem discutidos neste artigo:
- Situação das lojas físicas no Brasil em 2026
- Situação das lojas físicas no exterior em 2026
- Qual será o futuro das lojas físicas?
- 5 estratégias para proprietários de lojas físicas
- Como entrar no e-commerce em 2026?
- Falhas comuns que colocam empresas em risco
Desejamos a você, leitor, uma excelente experiência. Ao fim da leitura, deixe um comentário com avaliação ou dúvida.
Situação das lojas físicas no Brasil em 2026

O varejo físico brasileiro atravessa um período de transformação estrutural impulsionado pela digitalização do consumo. O crescimento do e-commerce em todo o país alterou o fluxo dos consumidores em centros comerciais e ruas tradicionais
Dados da ABComm indicam que o comércio eletrônico deve movimentar cerca de R$ 260 bilhões em 2026, o que supõe a ampliação da competição entre canais físicos e digitais.
Vale destacar que marketplaces internacionais como Shopee, Shein e AliExpress têm intensificado a disputa por preço e conveniência no mercado nacional.
Mesmo assim, as lojas físicas seguem relevantes em diversas categorias. Pesquisa da CNDL mostra que 95% dos consumidores ainda pretendem realizar compras presenciais em datas especiais, como a Páscoa, apesar de pesquisarem on-line antes da compra.
Dessa forma, esse comportamento evidencia o fortalecimento do modelo omnichannel, no qual o consumidor transita entre canais digitais e físicos ao longo da jornada de compra.
Outro dado relevante é o desempenho dos shopping centers. Segundo a Abrasce, o setor ultrapassou R$ 200 bilhões em faturamento somente em 2025. Esse valor posiciona os shoppings como espaços ativos de convivência e experiência.
Estratégias de logística nos negócios
Além disso, grandes redes passaram a utilizar lojas físicas como hubs logísticos para retirada de produtos comprados on-line. No Brasil, a retirada em loja ajuda a reduzir custos logísticos e melhora a experiência do consumidor, especialmente em cidades com desafios de entrega.
Ou seja, com a possibilidade de se deslocar até a loja física e retirar o próprio produto, o consumidor passa a ter um gasto a menos, isto é, com o frete.
Outro fator importante é a confiança. Muitos consumidores ainda preferem ver, testar e validar produtos presencialmente antes da compra. Moda é um exemplo de segmento que se mantém dependente das lojas físicas.
Pequenos lojistas, contudo, enfrentam maior pressão competitiva devido ao aumento do custo operacional e da concorrência digital. Por isso, ao escolher a sua loja física, o empreendedor deve se manter atento ao preço do aluguel, à frequência e à quantidade de consumidores que se deslocam pelo bairro/rua escolhidos etc.
Sendo assim, é possível perceber que o varejo físico do Brasil não está desaparecendo. No entanto, ele está sendo forçado a evoluir para um modelo mais integrado e orientado por experiência.
A EJFGV sugere a leitura do artigo sobre o modelo omnichannel: https://ejfgv.com/blog/omnichannel/
Situação das lojas físicas no exterior em 2026

Já o cenário internacional revela tendências semelhantes às observadas no Brasil. Em diversos países, o avanço do e-commerce pressionou redes varejistas tradicionais e acelerou mudanças no consumo.
Nos Estados Unidos, grandes redes fecharam milhares de unidades na última década devido ao crescimento das compras on-line e à mudança no comportamento do consumidor.
Ao mesmo tempo, gigantes digitais começaram a investir em lojas físicas. A Amazon, por exemplo, expandiu as suas operações presenciais em segmentos como supermercados e conveniência.
Esse movimento indica que o varejo físico continua estratégico, especialmente quando integrado à experiência digital. Além disso, os consumidores valorizam a conveniência, mas também buscam a interação humana e a experiência sensorial.
Quando falamos em Europa, muitas marcas transformaram as suas lojas físicas em espaços de experiência. Isto é, reduziram o foco em estoque e aumentaram a personalização do próprio atendimento.
Outro ponto relevante é o crescimento do modelo click and collect, no qual o cliente compra online e retira presencialmente. Ou seja, trata-se do mesmo movimento registrado no comércio brasileiro. O “retire por conta própria” oferece ao cliente economia e facilidade.
De acordo com estudos do setor, consumidores omnichannel tendem a gastar mais do que clientes exclusivamente digitais. É importante explicar que esse é o perfil do cliente híbrido, ou seja, aquele que frequenta a loja física, mas também digitalmente.
Além do mais, cidades globais passaram a reposicionar espaços comerciais para convivência, gastronomia e entretenimento. Em Lisboa, Portugal, o Time Out Market é um exemplo de centro gastronômico que reúne diferentes negócios e reinventa o que conhecemos como praça de alimentação, como em shoppings centers.
Por fim, o varejo físico também se tornou ferramenta de fortalecimento de marca e relacionamento no exterior. A tendência aponta não para o fim das lojas físicas, porém para a sua reinvenção estratégica.
Qual será o futuro das lojas físicas?

O futuro das lojas físicas será marcado pela integração total entre os canais digitais e presenciais. O varejo caminha para um modelo híbrido, no qual experiência e conveniência coexistem.
Nesse cenário, as lojas deixarão de ser apenas pontos de venda e passarão a funcionar como centros de experiência, relacionamento e logística.
Segundo especialistas do setor, os consumidores não enxergam mais a separação entre o on-line e o off-line. Eles esperam continuidade entre todos os canais da marca. Isso exige investimentos em omnichannel, integração de estoque e personalização da jornada do cliente.
Vale destacar que tecnologias como inteligência artificial, análise de dados e automação devem transformar o funcionamento das lojas físicas. O uso de dados permitirá experiências ainda mais personalizadas, com recomendações baseadas em comportamento e histórico de compra.
Descubra mais sobre este assunto neste texto: https://ejfgv.com/blog/inteligencia-artificial-empresas-vantagens-desafios/
Além disso, os consumidores buscam experiências mais humanas em um ambiente cada vez mais digitalizado. Espaços físicos também devem se tornar mais compactos e tecnológicos, com experiências mais pervasivas e interativas.
5 estratégias para proprietários de lojas físicas

A primeira estratégia é investir de forma consistente em omnichannel. O consumidor brasileiro já transita naturalmente entre canais físicos e digitais, pesquisando on-line antes de comprar presencialmente ou finalizando no e-commerce após visitar a loja.
Segundo o Google Brasil, mais de 70% dos consumidores pesquisam na internet antes de comprar em lojas físicas. Isso revela que a presença digital já influencia diretamente sobre o varejo presencial.
Sendo assim, integrar estoque, atendimento, pagamentos e comunicação entre canais se tornou essencial para evitar perda de vendas e melhorar a experiência do cliente.
A segunda estratégia é transformar a loja física em um espaço de experiência. O diferencial competitivo do presencial deixou de ser apenas o produto e passou a incluir atendimento e relacionamento.
Empresas internacionais já utilizam lojas como espaços interativos, com demonstrações, personalização e experiências sensoriais para aumentar o engajamento e a permanência do consumidor.
No Brasil, setores como moda, beleza e tecnologia têm investido fortemente nesse modelo, especialmente em shopping centers e grandes centros urbanos.
Atenção desde o CRM até a inteligência de mercado
A terceira estratégia é utilizar tecnologias para tomada de decisões. Ferramentas de CRM, análise de dados e inteligência de mercado permitem compreender o comportamento do consumidor e otimizar operações.
Segundo a McKinsey, varejistas que utilizam dados de forma estruturada conseguem aumentar receitas em até 15%, além de melhorar a sua própria retenção de clientes.
Outro ponto importante é a automação operacional. Sistemas integrados ajudam a controlar estoque, reduzir desperdícios e melhorar a eficiência logística.
A quarta estratégia é utilizar a loja física como centro logístico. O modelo ship from store e a retirada em loja reduziram custos de entrega e aumentaram a velocidade no varejo.
Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o prazo de entrega é um dos fatores mais decisivos para a conversão no e-commerce brasileiro. Nesse contexto, lojas físicas passaram a ter papel estratégico na distribuição urbana, sobretudo em cidades grandes e regiões com desafios logísticos.
Já a quinta estratégia é fortalecer a presença digital da marca. Mesmo empresas focadas em varejo físico precisam ser encontradas no Google, redes sociais e marketplaces.
Além disso, o avanço das buscas via inteligência artificial aumenta a importância de conteúdos otimizados para SEO e GEO (saiba mais sobre esse assunto clicando neste link). Empresas que aparecem em buscas locais e respostas automatizadas tendem a atrair mais tráfego qualificado para lojas físicas.
Dicas extras

Outro aspecto relevante é o investimento em relacionamento. Programas de fidelidade, atendimento humanizado e pós-venda ajudam a aumentar retenção e frequência de compra.
No Brasil, onde o custo de aquisição de clientes cresce continuamente, fidelizar tornou-se mais rentável do que apenas captar novos consumidores.
Conforme especialistas do setor, consumidores omnichannel gastam mais e apresentam maior recorrência de compra do que clientes que utilizam apenas um canal.
Além disso, pequenos lojistas devem explorar diferenciais regionais e personalização, competindo por experiência e proximidade, e não apenas por preço. A integração tecnológica é a peça-chave para oferecer maior personalização em seus produtos e serviços.
Outro ponto estratégico é acompanhar as mudanças no comportamento do consumidor. A geração mais jovem valoriza rapidez, autenticidade e integração digital. Para se aproximar desse público, é necessário se adaptar às novidades do mercado.
Como entrar no e-commerce em 2026?

O primeiro passo para entrar no e-commerce é definir o posicionamento e o nicho de atuação. Em um mercado altamente competitivo, empresas que tentam competir apenas por preço enfrentam maior dificuldade para crescer.
Segundo a Nuvemshop, o comércio eletrônico brasileiro ultrapassou R$ 235 bilhões em faturamento. Esse valor posiciona o Brasil como um dos maiores mercados digitais da América Latina.
Em um cenário como esse, entender o público-alvo é essencial para construir diferenciação e comunicação eficiente.
A segunda etapa é escolher uma plataforma adequada ao tamanho e às necessidades do negócio. Nos dias atuais, existem soluções acessíveis que permitem a integração com meios de pagamento, logística e marketplaces.
Outro ponto crucial é estruturar uma operação logística eficiente. Frete elevado e atraso na entrega estão entre os principais motivos de abandono de carrinho no Brasil.
Além do mais, os consumidores brasileiros valorizam a transparência no processo de compra, principalmente em relação a prazo, rastreamento e política de troca.
Presença digital em 2026
A terceira etapa é investir em presença digital. Isso inclui redes sociais, Google Meu Negócio, SEO e produção de conteúdo. O SEO, particularmente, continua sendo fundamental para atrair tráfego orgânico no Google, especialmente em buscas locais e pesquisas por produtos específicos.
Já o GEO (Generative Engine Optimization) ganha espaço com o crescimento das buscas via inteligência artificial generativa, como as ferramentas ChatGPT, Gemini e Claude.
Baseando-se nessas estratégias, as empresas precisam produzir conteúdos claros, estruturados e confiáveis para serem utilizadas como referência em respostas automatizadas.
A EJFGV aconselha às empresas não veicularem conteúdos somente para preencher as suas agendas editoriais nas plataformas de mídia social. Isto é, os seus conteúdos precisam ter utilidade, originalidade e profundidade.
Cada vez mais os mecanismos de busca, sobretudo aqueles baseados em IAs generativas, dão preferência a conteúdos que, de fato, respondem às dúvidas dos internautas. Além disso, não basta responder, é preciso que o texto seja claro, direto e objetivo.
Caso o conteúdo siga essas dicas, a tendência é de que a marca receba diferentes tipos de menções, isto é, seja apresentada como fonte das informações entregues pela IA, e, como consequência, ganhe mais visibilidade, autoridade e alcance.
Saiba mais neste texto: https://ejfgv.com/blog/redes-sociais-para-empresas/
Planejamento digital baseado em dados
A quarta etapa é investir em marketing digital orientado por dados. Campanhas em redes sociais, Google Ads e influenciadores ajudam a acelerar tráfego e a conversão.
No entanto, especialistas alertam que depender apenas de mídia paga aumenta a vulnerabilidade e o custo operacional no longo prazo. Por isso, estratégias orgânicas como SEO, conteúdo e relacionamento têm se tornado cada vez mais importantes para a sustentabilidade do negócio.
A quinta etapa é integrar operação física e digital. Empresas que já possuem loja física têm vantagem competitiva ao utilizar estoque local.
Segundo estudos do varejo, consumidores omnichannel têm maior taxa de recorrência e ticket médio superior em comparação com os clientes de canal único (ou seja, aqueles que não são híbridos).
Outro ponto estratégico é utilizar marketplaces como porta de entrada. Plataformas como Mercado Livre, Amazon e Shopee permitem alcançar grande audiência rapidamente.
Porém, especialistas recomendam construir também canais próprios, reduzindo a dependência de marketplaces e fortalecendo a marca. Ou seja, é importante ter mais de uma carta sob a manga para evitar desgastes e falhas.
Além disso, o atendimento rápido via WhatsApp e redes sociais se tornou um diferencial competitivo em todo o mundo, mas especialmente no Brasil.
Falhas comuns que colocam empresas em risco

Existem diferentes falhas que colocam negócios em risco. Decisões mal pensadas e tomadas podem gerar desperdícios de recurso e tempo. Em países de economia instável, como o Brasil, é imprescindível que as empresas contem com planos estratégicos.
Sem qualquer planejamento milimetricamente calculado, não existe estrutura que sustente o edifício. Analogamente, pequenas, médias e grandes corporações necessitam de metas, objetivos, mapeamentos e diagnósticos internos que dão direção à sua jornada e detectam instabilidades com antecedência.
Sustentar uma loja física em 2026 é um desafio para os empreendedores. Por isso, uma parcela deles acaba sendo socorrida por consultorias externas. O apoio de especialistas permite encontrar pormenores e reencaixar o negócio entre os concorrentes.
Caso você se encontre nessa situação, a EJFGV faz o diagnóstico da sua operação antes de qualquer investimento. A análise do tipo operacional identifica gargalos, desperdícios, oportunidades de crescimento e riscos, os quais muitas vezes passam despercebidos na rotina empresarial.
Assim, em um mercado cada vez mais competitivo e digitalizado, agir sem planejamento pode acelerar os prejuízos. Com orientação especializada, os negócios ganham direcionamento, eficiência e maiores chances de crescimento sustentável, sobretudo, em cenários econômicos instáveis.
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