Home office, híbrido ou presencial: qual modelo a sua empresa deve adotar em 2026?

Em 2026, a melhor escolha entre home office, híbrido e presencial depende do plano de negócio de cada empresa. O remoto favorece a flexibilidade e reduz custos fixos, o presencial fortalece cultura e operação, e o híbrido equilibra os dois. Veja a seguir as vantagens de cada modelo e como decidir.

Mulher sentada ao sofá trabalha em modelo remoto, com notebook ao seu colo e xícara de café em sua mão esquerda. Home office, híbrido ou presencial.

Crédito: reprodução/Unsplash/Windows

O home office deixou de ser uma resposta emergencial para se tornar uma variável estrutural nas decisões sobre a organização do trabalho em 2026. Em vez de um modelo fixo, empresas passaram a tratá-lo como parte de um conjunto mais amplo de arranjos possíveis, que envolve também formatos híbridos e presenciais, ajustados conforme o tipo de atividade e o nível de complexidade das operações.

Informação: Docusign

Dados do WFH Research, liderado pelo economista Nicholas Bloom, da Universidade de Stanford, revelam que o trabalho remoto se estabilizou em patamares relevantes nas economias avançadas, sem o retorno ao padrão pré-pandemia. 

Essa estabilidade sugere que o tema deixou de ser uma tendência transitória e passou a integrar a estrutura permanente do mercado de trabalho em diversos setores.

Ao mesmo tempo, pesquisa da Gallup mostra que o desempenho das organizações não depende apenas do local de trabalho, mas da combinação entre engajamento, clareza de gestão e qualidade das relações profissionais. Isso desloca o debate do “onde trabalhar” para o “como o trabalho é organizado e coordenado”.

Conforme a Deloitte, empresas mais eficientes são aquelas capazes de adaptar os seus modelos de trabalho às características de cada função, equilibrando produtividade, inovação e experiência do colaborador. Essa adaptação se tornou especialmente relevante em ambientes de alta competitividade e transformação digital acelerada.

Reorganização do trabalho em plena transformação

Segundo o Fórum Econômico Mundial (FEM), a reorganização do trabalho é um dos principais eixos de mudança estrutural da economia global nesta década, impulsionada pela reconfiguração das cadeias produtivas. Assim, o home office passou a ser uma decisão que impacta diretamente sobre a forma como as empresas competem e se posicionam no mercado.

Levando em conta esse contexto, compreender por que as empresas estão repensando o home office em 2026 exige analisar não apenas os seus efeitos operacionais, mas também as forças econômicas, tecnológicas e organizacionais que estão redefinindo o próprio conceito de trabalho.

Em razão da complexidade do tema discutido neste artigo, a EJFGV dividiu as informações, provocações e respostas em blocos, isto é, tópicos. Confira, logo abaixo, quais questões serão abordadas neste texto:

  • Presencial, híbrido ou remoto? Saiba quais as vantagens e os impactos de cada modelo de trabalho
  • Pandemia atraiu atenção global inédita sobre o modelo home office
  • Panorama do home office em 2026: empresas ainda apostam no trabalho a distância no Brasil?
  • 5 motivos para as empresas estarem reavaliando o home office em 2026
    • 1. Preocupação com a cultura organizacional e o fortalecimento de vínculos internos
    • 2. Contato humano fortalece o dinamismo criativo e estimula os processos de inovação
    • 3. Formação contínua de novos talentos e líderes capacitados para as tarefas de gestão
    • 4. Ataques cibernéticos ameaçam a segurança de informações e inflam a complexidade da governança digital
    • 5. Novos critérios de desempenho ressignificam o modelo remoto de trabalho
  • Escolha do modelo de trabalho depende do plano de negócio de sua empresa
  • Quais modelos de trabalho serão tendência no futuro?

Após a leitura do artigo, deixe a sua avaliação em relação ao conteúdo e/ou quaisquer dúvidas pertinentes sobre os assuntos aprofundados ao longo dos tópicos. A EJFGV deseja uma excelente leitura para você.

Presencial, híbrido ou remoto? Saiba quais as vantagens e os impactos de cada modelo de trabalho

Cadeiras vazias de um escritório. Simboliza o modelo presencial de trabalho. Outras alternativas são: home office e híbrido.

Crédito: reprodução/Unsplash/kate.sade

O debate sobre o home office em 2026 está diretamente ligado à coexistência de três modelos principais de trabalho: o remoto integral, o híbrido e o presencial. Cada um deles responde a necessidades específicas das organizações e apresenta impactos distintos sobre a produtividade e a gestão de pessoas.

No modelo de home office integral, as atividades são realizadas fora do ambiente físico da empresa, com o suporte de tecnologias digitais, plataformas colaborativas e sistemas de comunicação remota. Esse formato ganhou força em setores ligados à economia do conhecimento, como tecnologia, marketing e serviços financeiros.

Já o modelo híbrido, por sua vez, combina dias presenciais e remotos, buscando equilibrar a flexibilidade e a interação. De acordo com pesquisas da Microsoft Work Trend Index, esse formato se tornou uma das configurações mais adotadas ao redor do mundo, sobretudo entre empresas que valorizam a colaboração sem abrir mão da autonomia.

Por outro lado, o modelo presencial mantém a atuação integral nos escritórios ou nas unidades físicas das empresas, incluindo as de pequeno, médio e até grande porte. Conforme a Gallup, esse modelo ainda é predominante em setores industriais, varejistas e operacionais, nos quais a presença física é essencial para a execução das atividades.

Profissionais carregam preferências particulares

É importante informar que a preferência dos profissionais varia conforme geração, área de atuação e nível de senioridade, indica levantamento da PwC. Em muitos casos, a flexibilidade aparece como um fator decisivo na escolha de empregadores, o que influencia diretamente nas políticas de atração e retenção de talentos

Ao mesmo tempo, empresas têm observado que cada modelo exige estruturas específicas de gestão, comunicação e avaliação de desempenho. Isso reforça a ideia de que não existe um formato universal ideal, mas sim adequações estratégicas baseadas no contexto organizacional.

Sendo assim, essa diversidade de arranjos explica por que o home office já não pode ser analisado isoladamente este ano, contudo deve ser debatido como parte de um ecossistema ainda mais amplo de transformação do trabalho. De todo modo, é crucial olharmos para a história e detectarmos quando o home office ganhou força entre as corporações nacionais e internacionais. Confira a resposta no tópico abaixo:

Pandemia atraiu atenção global inédita sobre o modelo home office

Diferentes máscaras colocadas sobre mesa. O dispositivo foi uma estratégia contra o coronavírus durante a pandemia, quando o trabalho remoto e híbrido foram alternativas ao presencial.

Crédito: reprodução/Unsplash/De an Sun

O crescimento do home office ocorreu durante a pandemia da Covid-19 e representou uma das mudanças mais rápidas e profundas da história recente do mercado de trabalho. Em poucos meses, organizações de diferentes portes foram obrigadas a migrar as suas operações para o ambiente digital.

No Brasil, por exemplo, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estimou que cerca de 8,7 milhões de trabalhadores estavam em regime de home office em maio de 2020, período crítico do isolamento social. O levantamento do Ipea revela que a escala de transição ocorrida no país se deu em um intervalo de tempo muito curto.

Já em 2023, dados também do Ipea, com base na PNAD Contínua de 2022, sinalizaram que cerca de 20,5 milhões de trabalhadores brasileiros, o que corresponde a 22,6% dos ocupados, exerciam funções com potencial de serem realizadas em regime de teletrabalho.

Durante a pandemia da Covid-19, diversas organizações chegaram a ceder temporariamente equipamentos tecnológicos, como computadores, para que os seus membros pudessem dar continuidade às atribuições diárias. Em certos casos, foi preciso oferecer treinamentos e capacitações a distância para que o elenco de colaboradores pudesse se adaptar adequadamente à transição digital.

Pequenas e médias empresas nacionais do varejo e atacado, por exemplo, precisaram recorrer às plataformas de venda on-line. Assim, a transição do trabalho presencial para o remoto acabou estimulando ou até acelerando a entrada dessas empresas para o ambiente virtual. Três anos após o fim da pandemia, o e-commerce segue firme no país, e a previsão é de crescimento para os próximos anos.

Ao redor do mundo

Já em nível global, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) destacou que a pandemia acelerou a adoção do trabalho remoto em diversas economias, especialmente em setores que já apresentavam algum nível de digitalização prévia. A nível de exemplo, podemos citar: serviços financeiros, vendas on-line, entre outros.

De acordo com estudo da Universidade de Stanford, mais de 40% dos trabalhadores nos Estados Unidos chegaram a exercer as suas atividades de forma remota durante o período mais alarmante das restrições sanitárias, ou seja, em maio de 2020. É importante citar que esse cenário alterou profundamente a organização do trabalho.

Nesse contexto, a transição forçada levou as empresas a investir rapidamente em infraestrutura digital, ferramentas de videoconferência, sistemas de gestão em nuvem e novos protocolos de comunicação interna. A adaptação foi, em muitos casos, mais rápida do que o esperado por especialistas.

Ao mesmo tempo, os trabalhadores passaram a experimentar mudanças significativas em suas rotinas, incluindo a redução de deslocamentos, a maior autonomia na organização do tempo e a redefinição das fronteiras entre as vidas pessoal e profissional.

Naquela altura do campeonato, a experiência fomentou novas expectativas em relação ao trabalho e ainda abriu espaço para uma reavaliação permanente dos modelos organizacionais adotados pelas empresas. Porém, surge a dúvida: como andam os debates sobre a transição definitiva para o home office em 2026? 

A resposta para esse questionamento se encontra no tópico abaixo. Veja:

Panorama do home office em 2026: empresas ainda apostam no trabalho a distância no Brasil?

Pessoa navega em seu notebook, sobreposto à mesa. Trabalho remoto, híbrido ou presencial.

Crédito: reprodução/Unsplash/Etienne Boulanger

O home office não desapareceu, no entanto passou a coexistir com modelos presenciais e híbridos de forma mais equilibrada com o fim da pandemia da Covid-19. Assim, o cenário contemporâneo é caracterizado por uma diversidade de práticas, que variam conforme o setor, a cultura organizacional e o país analisado.

De acordo com o Federal Reserve Bank of St. Louis (FRED), em maio de 2026, aproximadamente 25,74% dos dias trabalhados ainda são realizados remotamente nos Estados Unidos. O número se mantém relativamente estável nos últimos anos, o que sugere, por outro lado, a consolidação do modelo híbrido (remoto + presencial).

Se direcionarmos o nosso olhar para países como Canadá e Reino Unido, iremos identificar padrões semelhantes, principalmente em setores ligados à tecnologia, consultoria, finanças e serviços corporativos. Nessas economias, o trabalho remoto parcial se tornou parte estrutural das organizações.

Já no Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o trabalho presencial ainda é hegemônico, ou seja, predomina entre os concorrentes. Porém, o home office permanece relevante em áreas como tecnologia da informação, comunicação, marketing e serviços administrativos especializados.

Segundo último levantamento da PNAD Contínua do IBGE, divulgada no fim de 2025 com dados relativos a 2024, cerca de 6,6 milhões de brasileiros exercem as suas atividades profissionais em regime remoto, isto é, home office. Esse valor corresponde a 7,9% da população brasileira. Apesar de o índice ser menor do que o levantado durante a pandemia, traz a revelação de que o teletrabalho ainda segue em alta no país.

Pesquisa da KPMG revela que parte dos executivos globais têm reavaliado as suas políticas de trabalho remoto, seguindo a tendência de aumento gradual da presença física em determinadas funções estratégicas. Essa movimentação está diretamente associada à busca por maior integração e fortalecimento cultural.

Mudança histórica de postura dos gestores

Apesar da queda na oferta de trabalhos à nível remoto, estudo da Gallup indica que os profissionais continuam valorizando a flexibilidade como um dos principais fatores de satisfação no trabalho. Essa informação sinaliza que o tema, de qualquer modo, segue no centro das discussões empresariais.

Com base nos dados levantados neste tópico, percebe-se um desequilíbrio entre a preferência dos trabalhadores e as ofertas disponibilizadas pelas organizações no mercado de trabalho. No tópico seguinte, a EJFGV separou 5 razões para empresas nacionais e internacionais estarem reavaliando o trabalho remoto. Entenda:

5 motivos para as empresas estarem reavaliando o home office em 2026

Em um primeiro momento, é preciso compreender que o debate sobre o home office deixou de ser uma discussão binária, isto é, dupla, entre as modalidades presencial e remota.

Com base nos dados destrinchados nos tópicos anteriores, o que se observa nos cenários nacional e internacional é uma reavaliação baseada em critérios mais amplos de desempenho empresarial, cultura organizacional, inovação e sustentabilidade das equipes ao longo do tempo.

Segundo a McKinsey, empresas têm migrado de decisões padronizadas (fechadas/lineares) para modelos mais flexíveis e híbridos, que se ajustam conforme o tipo de atividade desempenhada. Essa tática reflete o entendimento de que os impactos do trabalho remoto variam significativamente entre setores, funções e níveis hierárquicos.

Ao mesmo tempo, pesquisa da Gallup mostra que o engajamento dos colaboradores está diretamente ligado não apenas à versatilidade, mas também à qualidade das relações internas e à clareza das expectativas no ambiente de trabalho. Isso amplia a complexidade das decisões sobre o formato ideal de trabalho.

Ou seja, estamos tratando de um tema que ainda está em plena discussão no universo corporativo. Por isso, é fundamental entender que as respostas de hoje podem não servir integralmente para o amanhã. Assim, o segredo é se manter antenado às notícias do mercado

No entanto, entre as especulações, existe um fato: empresas de diferentes portes ao redor de todo o mundo têm repensado estruturadamente o modelo remoto de trabalho. Quais seriam as razões para isso? Levando em consideração essa dúvida, a EJFGV elencou 5 explicações. Entenda:

1. Preocupação com a cultura organizacional e o fortalecimento de vínculos internos

Um dos principais desafios identificados pelas empresas está relacionado à manutenção da cultura organizacional em ambientes predominantemente remotos. Segundo a Gallup, o engajamento dos colaboradores depende fortemente do sentimento de pertencimento e da qualidade das interações diárias com os colegas e as lideranças.

Em modelos totalmente distribuídos, organizações relatam maior dificuldade em transmitir valores institucionais de forma consistente, especialmente para novos colaboradores. Esse fenômeno impacta diretamente a construção de identidade corporativa e o alinhamento estratégico entre as equipes.

Por esse motivo, muitas empresas passaram a adotar modelos híbridos como uma forma de equilibrar flexibilidade e convivência presencial. Com isso, as organizações buscam preservar elementos culturais considerados essenciais para o funcionamento colaborativo (em equipe).

2. Contato humano fortalece o dinamismo criativo e estimula os processos de inovação

O Microsoft Work Trend Index aponta que a inovação em ambientes corporativos está fortemente associada a interações presenciais não estruturadas, como conversas informais, reuniões rápidas e trocas espontâneas entre as equipes de diferentes setores.

Embora as ferramentas digitais tenham ampliado a capacidade de colaboração, estudos da própria Microsoft revelam que uma parcela significativa dos profissionais sente a perda do dinamismo criativo em ambientes exclusivamente virtuais. Ou seja, o contato humano faz falta.

Isso ocorre porque os processos de inovação frequentemente dependem de conexões rápidas entre áreas diferentes, algo que tende a ocorrer com mais intensidade em ambientes físicos compartilhados. 

Como resultado, as empresas têm reavaliado a frequência do trabalho presencial como uma forma de estimular a criatividade e também acelerar os ciclos de desenvolvimento de produtos e soluções.

3. Formação contínua de novos talentos e líderes capacitados para as tarefas de gestão

Pesquisa da Deloitte aponta que profissionais em início de carreira são os mais impactados pelo trabalho remoto integral, especialmente em funções que exigem aprendizado contínuo e desenvolvimento de habilidades comportamentais.

Nesse sentido, o aprendizado organizacional não ocorre apenas por treinamentos formais, mas também pela observação, convivência e interação direta com profissionais mais experientes. Esse processo, segundo especialistas em gestão de pessoas, é mais difícil de replicar em ambientes totalmente digitais.

Em muitos casos, organizações relatam que a adaptação de novos colaboradores em modelos exclusivamente remotos tende a ser mais demorada, o que impacta diretamente sobre a produtividade e a integração inicial das equipes.

Por isso, empresas nacionais e internacionais têm reforçado a presença física como estratégia complementar de formação de talentos, especialmente em áreas estratégicas e de liderança futura

Nas últimas duas semanas, a EJFGV publicou artigos voltados ao tema liderança. Em um deles, discutimos a existência de uma crise que afeta os gestores em 2026. Em outro, abordamos a necessidade de os líderes equilibrarem a exigência de produtividade e a atenção ao bem-estar do elenco de colaboradores. Leia-nos.

4. Ataques cibernéticos ameaçam a segurança de informações e inflam a complexidade da governança digital

A expansão do trabalho remoto também ampliou os desafios relacionados à segurança da informação. Relatório da IBM indica que os ambientes descentralizados aumentam a superfície de risco cibernético. Isso sinaliza a importância de investimentos mais robustos em proteção de dados.

Além disso, o aumento de acessos remotos, de dispositivos pessoais conectados a sistemas corporativos e de utilizações intensivas de plataformas digitais criam novos pontos de vulnerabilidade, os quais precisam ser constantemente monitorados.

Informação: Significados

Vale destacar ainda que setores regulados ou que lidam com informações sensíveis, como finanças, saúde e jurídico, enfrentam ainda uma maior complexidade na adoção integral do home office.

Como consequência, muitas empresas passaram a restringir parcialmente o trabalho remoto em áreas críticas, priorizando modelos híbridos com maior controle de governança.

5. Novos critérios de desempenho ressignificam o modelo remoto de trabalho

Estudos conduzidos por Nicholas Bloom, da Universidade de Stanford, indicam que o home office pode manter níveis elevados de produtividade em diversas funções, sobretudo aquelas baseadas em tarefas individuais e bem estruturadas.

No entanto, pesquisa da McKinsey mostra que a produtividade deixou de ser o único indicador relevante na definição de modelos de trabalho. Elementos como colaboração e experiência do colaborador passaram a compor a análise estratégica das empresas.

Sendo assim, esse movimento reflete uma mudança na forma como o desempenho organizacional é avaliado, saindo de métricas puramente quantitativas para abordagens mais amplas e multidimensionais

Portanto, atualmente, o home office não é questionado por eventuais perdas de eficiência, mas pela necessidade de se equilibrar diferentes dimensões relacionadas ao funcionamento empresarial.

De todo modo, a questão que surge entre muitos empreendedores e aspirantes a essa profissão é: qual modelo de trabalho a minha empresa deve adotar? Esta dúvida é muito mais comum do que se imagina. Para respondê-la, a EJFGV consultou estudos e pesquisas. O resultado do mapeamento se encontra abaixo:

Escolha do modelo de trabalho depende do plano de negócio de sua empresa

Caderno, lâmpada e lápis sobre a mesa. Pessoa navega em seu notebook, sobreposto à mesa. Trabalho remoto, híbrido ou presencial.

Crédito: reprodução/Unsplash/Cht Gsml

A escolha entre home office, modelo híbrido ou trabalho presencial não deve ser tratada como uma decisão operacional isolada, mas como uma escolha estratégica com impacto direto sobre a estrutura organizacional, índice de eficiência dos processos e capacidade de execução da empresa ao longo do tempo. 

Em um cenário de transformação contínua e multidirecional do trabalho, essa decisão influencia desde a alocação de recursos até a forma como a liderança se conecta com as equipes. Ou seja, as consequências dessa escolha trazem efeitos multidimensionais e, ao mesmo tempo, multissetoriais. Então, é necessário ter cautela.

Estudo da McKinsey revela que organizações que adotam modelos de trabalho claramente definidos, ainda que flexíveis, tendem a apresentar maior coerência entre estratégia e operação. Isso ocorre porque a previsibilidade do modelo reduz ruídos de comunicação, melhora o planejamento de atividades e ainda facilita a gestão de desempenho em diferentes níveis hierárquicos.

Além disso, a escolha da modalidade de trabalho afeta diretamente a experiência do colaborador. De acordo com a Gallup, fatores como clareza de expectativas, organização do fluxo de trabalho e qualidade de gestão são determinantes para o engajamento das equipes, independentemente do modelo adotado.

Atenção à estrutura de custos e aos investimentos

Vale destacar que outro ponto relevante está relacionado à estrutura de custos e investimentos. Modelos mais remotos exigem maior dependência de infraestrutura digital, enquanto modelos presenciais demandam manutenção de espaços físicos e deslocamentos operacionais. O modelo híbrido, por sua vez, exige equilíbrio entre essas duas dimensões.

Também é necessário considerar o alinhamento entre o modelo de trabalho e a estratégia de crescimento da organização. Pequenas e médias empresas em expansão, por exemplo, podem demandar uma maior flexibilidade operacional, enquanto as empresas com processos mais consolidados tendem a priorizar estabilidade e padronização das rotinas.

Sendo assim, a definição da modalidade de trabalho se torna parte de um planejamento mais amplo de ordenamento organizacional. Em muitos casos, essa decisão não é tomada de forma isolada, mas integrada a análises que envolvem posicionamento de mercado, metas de médio e longo prazo e capacidade de execução da empresa.

Plano de negócios é a peça-chave

É nesse ponto que ferramentas de planejamento ganham relevância prática. Um plano de negócios bem estruturado, por exemplo, ajuda a organizar essas variáveis de forma mais clara, permitindo avaliar como cada modelo de trabalho impacta áreas como operação, crescimento, custos e gestão de pessoas. 

Em experiências de consultoria e projetos aplicados, como os desenvolvidos pela EJFGV, essa construção costuma ser tratada como parte do desenho estratégico inicial, em que decisões relacionadas à estrutura organizacional são alinhadas aos objetivos gerais do negócio, sem perder de vista a viabilidade operacional no dia a dia.

Ou seja, mais do que escolher um modelo ideal, o desafio atual das empresas está em garantir coerência entre estratégia, cultura organizacional e forma de trabalho adotada, de modo que a estrutura escolhida sustente (a curto, médio e longo prazo) o desempenho e a evolução do negócio ao longo do tempo.

Quais modelos de trabalho serão tendência no futuro?

Esta é uma pergunta de ouro. 

A resposta para ela depende do próprio mercado de trabalho. Por isso, a principal estratégia para o agora é seguir acompanhando o blog da EJFGV. Nele, são compartilhadas periodicamente informações factuais e embasadas relacionadas ao universo empresarial.

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No fim, a indagação não é home office, híbrido ou presencial. É qual modelo sustenta a estratégia, a cultura e o crescimento do seu negócio. Essa é uma decisão de plano de negócio, e é isso que a gente desenha na EJFGV: conectamos a estrutura de trabalho aos objetivos reais da empresa, olhando custos, operação e pessoas. Se você está definindo como organizar o trabalho da sua empresa em 2026, fale com a gente.

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